Arvore das ervilhas - Caragana arborescens

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Arvore das ervilhas é um arbusto de crescimento relativamente rápido, erecto e muito ramificado, que pode atingir aproximadamente 4–8 m de altura, embora possa ser mantido mais baixo através de poda. Desenvolve vários caules e uma copa relativamente estreita.

As folhas são compostas, verdes, formadas por numerosos pequenos folíolos. Os ramos jovens podem apresentar pequenas estruturas semelhantes a espinhos.

Na primavera produz flores amarelas, geralmente solitárias ou em pequenos grupos, seguidas por vagens alongadas que amadurecem e ficam castanhas.

É uma espécie particularmente resistente: suporta frio extremo, vento, seca e solos alcalinos, sendo considerada resistente.

Uma das características mais interessantes: fixa azoto

Como leguminosa, a Caragana arborescens forma nódulos nas raízes com bactérias simbióticas capazes de fixar azoto atmosférico.

Estudos realizados no Canadá confirmaram a presença de bactérias do género Mesorhizobium nos nódulos radiculares e demonstraram uma contribuição significativa da fixação de N₂ para a planta.

Por isso, pode ser interessante em:

  • sistemas agroflorestais;
  • recuperação de solos;
  • proteção contra erosão;
  • sebes;
  • quebra-ventos;
  • zonas de solos pobres;
  • recuperação de terrenos degradados.

Excelente para sebes e quebra-ventos

É provavelmente uma das utilizações mais interessantes.

A Caragana forma uma vegetação bastante densa e tolera vento forte, frio e condições difíceis. Foi amplamente utilizada nas regiões agrícolas frias do Canadá e norte dos EUA para formar sebes e barreiras contra o vento.

O seu sistema radicular também ajuda a estabilizar o solo e reduzir a erosão.

Flores e biodiversidade

As flores amarelas são visitadas por abelhas e outros insetos polinizadores. A planta também pode fornecer abrigo e alimento para fauna selvagem; as sementes são aproveitadas por algumas espécies de aves e outros animais.

Sementeira

Uma técnica prática é:

1. Escarificação/hidratação

Colocar as sementes em água morna durante cerca de 12–24 horas.

Se algumas sementes continuarem duras e não incharem, pode fazer-se uma escarificação ligeira e voltar a demolhá-las.

2. Estratificação a frio

Para melhorar e uniformizar a germinação, pode fazer-se:

aproximadamente 30 dias a 2–5 °C, em substrato húmido.

3. Sementeira

Semear a aproximadamente:

1–2 cm de profundidade.

Depois manter o substrato ligeiramente húmido.

Temperatura de germinação

Temperatura de germinação: 18–22 °C
Germinação: aproximadamente 14–21 dias
Profundidade: 1–2 cm
Estratificação: cerca de 30 dias a frio, recomendada para melhorar a germinação.

Cultivo

É uma planta muito pouco exigente.

Prefere:

  • sol pleno;
  • solos bem drenados;
  • solos arenosos, francos ou argilosos;
  • solos pobres ou moderadamente férteis;
  • pH ácido a alcalino.

 pH 5 e 8

Não necessita de solo particularmente rico em matéria orgânica.

Rega

Depois de estabelecida, é bastante tolerante à seca.

Durante o primeiro ano, contudo, é importante regar regularmente para permitir um bom desenvolvimento das raízes.

Depois de estabelecida:

rega moderada, aumentando apenas em períodos de seca prolongada.

Exposição

Sol pleno é a melhor opção.

Tolera condições expostas e vento, embora também possa crescer em locais protegidos.

Resistência ao frio

É uma das grandes vantagens da espécie.

A arvore das ervilhas está adaptada a regiões com invernos extremamente frios

Para Portugal, portanto, o frio não é normalmente o problema. O principal cuidado no Algarve será antes a combinação de calor intenso, seca e falta de água durante o estabelecimento.

Floração e sementes

A floração ocorre normalmente na primavera, com flores amarelas.

Depois formam-se vagens que amadurecem durante o verão. As vagens ficam castanhas quando maduras e contêm numerosas sementes.

É uma planta que pode começar a produzir sementes relativamente cedo, dependendo das condições de cultivo.

Forragem e alimentação animal

As sementes têm sido utilizadas como alimento para aves e animais selvagens e existem referências ao aproveitamento da planta em sistemas de alimentação animal. 

Também é utilizada em determinados sistemas agroflorestais e de recuperação de terrenos.

Poda

Aceita bem a poda.

Pode ser utilizada:

  • como arbusto isolado;
  • em sebe livre;
  • em sebe podada;
  • como barreira corta-vento;
  • como pequena árvore.

A poda pode ser utilizada para controlar a altura e estimular uma estrutura mais densa.

Espaçamento

Para plantas isoladas:

2,5–4 m

Para uma sebe densa:

0,8–1,5 m, dependendo da rapidez com que se pretende fechar a sebe.

Para uma barreira de vento de maior dimensão, podem usar-se linhas mais espaçadas.

Como referência para sistemas de quebra-vento, espaçamentos dentro da linha de aproximadamente 1,2–2,4 m, dependendo do objetivo.

Cultivo em Portugal

Norte

Muito fácil de cultivar. O frio não constitui problema. Semear no final do inverno ou primavera e transplantar plantas jovens quando estiverem bem estabelecidas.

Centro

Adapta-se bem a muitas condições. Sol pleno e solo bem drenado.

Lisboa e Vale do Tejo

Pode desenvolver-se bem, mas convém assegurar rega durante o primeiro verão.

Alentejo

Pode ser interessante para sebes, quebra-ventos e recuperação de terrenos, graças à resistência à seca. Contudo, a instalação deve ser acompanhada de rega.

Algarve

Pode crescer, mas esta é uma região onde eu teria mais atenção à rega durante os primeiros 1–2 anos. O calor e a seca estival são mais importantes que o frio.

Açores

As temperaturas são favoráveis, mas é importante escolher um local bem drenado.

Madeira

Pode ser cultivada em zonas adequadas, embora o comportamento dependa bastante da altitude e do microclima.

https://algarsementes.com



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