tzimbalo – solanum caripense

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O Tzimbalo (Solanum caripense Dunal) é uma planta perene pertencente à família Solanaceae, a mesma família do tomate, da batata, da beringela e do pepino-melão (Solanum muricatum). É uma espécie pouco conhecida, originária da Cordilheira dos Andes, onde é cultivada há séculos pelos seus frutos aromáticos e refrescantes.

Os frutos são arredondados ou ovais, de cor verde a amarelo-creme quando maduros, frequentemente com riscas ou manchas púrpura. A polpa é suculenta e apresenta um sabor agradável que faz lembrar uma mistura de pepino, melão, pera e maracujá, dependendo da variedade e do grau de maturação.

É considerado um dos parentes silvestres e ancestrais do pepino-melão (Solanum muricatum), sendo utilizado em programas de melhoramento genético.

Origem

O Solanum caripense é nativo da região andina da América do Sul, ocorrendo principalmente em:

  • Colômbia;
  • Equador;
  • Peru;
  • Venezuela.

Encontra-se espontaneamente em encostas montanhosas, clareiras e margens de florestas, geralmente entre 1.500 e 3.000 metros de altitude.

Características da planta

O Tzimbalo apresenta crescimento vigoroso e ramificado.

Normalmente atinge:

  • 0,8 a 1,5 metros de altura;
  • 1 a 2 metros de largura, quando bem desenvolvido.

Os caules são verdes, ligeiramente pubescentes e podem necessitar de tutoramento quando carregados de frutos.

Folhas

As folhas são:

  • ovais a lanceoladas;
  • verde-escuras;
  • ligeiramente aveludadas;
  • aromáticas quando esmagadas.

Flores

As flores são semelhantes às da batateira e da beringela.

Apresentam:

  • cinco pétalas;
  • coloração branca a lilás-claro;
  • estames amarelos bem visíveis.

São muito atrativas para:

  • abelhas;
  • zangões;
  • outros insetos polinizadores.

Frutos

Os frutos têm geralmente entre 5 e 10 cm de comprimento.

Quando maduros apresentam:

  • casca amarela ou creme;
  • riscas ou manchas púrpura;
  • polpa suculenta;
  • numerosas sementes pequenas.

O sabor varia entre doce e ligeiramente ácido, sendo normalmente descrito como uma combinação de melão, pepino e frutas tropicais.

Clima

Prefere:

  • clima ameno;
  • temperaturas moderadas;
  • boa luminosidade.

A temperatura ideal situa-se entre:

  • 18 °C e 26 °C.

Tolera pequenas descidas de temperatura, mas geadas danificam a planta.

Solo

Desenvolve-se melhor em:

  • solos férteis;
  • ricos em matéria orgânica;
  • profundos;
  • bem drenados.

pH ideal: 5,8 a 7,0.

Exposição

Prefere:

  • sol pleno;
  • meia-sombra em regiões muito quentes.

Como semear

As sementes podem ser semeadas em tabuleiros ou pequenos vasos.

Cobrir apenas com uma fina camada de substrato.

Temperatura de germinação

20 a 25 °C.

Germinação

Normalmente entre 10 e 30 dias.

Plantação

Transplantar quando as plantas tiverem:

  • 10 a 15 cm de altura;
  • 4 a 6 folhas verdadeiras.

Espaçamento recomendado:

  • 80 a 100 cm entre plantas;
  • 100 a 150 cm entre linhas.

Cultivo nas várias regiões de Portugal

Norte

Cultivar preferencialmente após o risco de geadas.

Em zonas montanhosas pode ser vantajoso o cultivo em estufa.

Centro

Adapta-se muito bem.

Nas regiões interiores poderá beneficiar de alguma proteção no inverno.

Lisboa e Vale do Tejo

Excelente adaptação.

Produz abundantemente durante o verão e o outono.

Alentejo

Pode ser cultivado com sucesso.

Durante os meses mais quentes beneficia de alguma sombra nas horas de maior calor e de regas regulares.

Algarve

Desenvolve-se muito bem.

Convém evitar exposição prolongada a temperaturas extremamente elevadas e manter uma rega equilibrada.

Açores

Adapta-se muito bem devido ao clima ameno.

É importante garantir boa drenagem para evitar doenças radiculares.

Madeira

Uma das regiões mais favoráveis ao cultivo.

O clima subtropical permite frequentemente um crescimento quase contínuo.

Rega

Necessita de regas regulares.

O solo deve permanecer ligeiramente húmido, mas nunca encharcado.

Fertilização

Responder bem à incorporação de composto orgânico.

Durante a frutificação pode beneficiar de fertilizantes ricos em potássio.

Multiplicação

Pode ser multiplicado por:

  • sementes;
  • estacas semilenhosas.

As estacas permitem obter plantas idênticas à planta-mãe e entram em produção mais rapidamente.

Colheita

Os frutos devem ser colhidos quando apresentam coloração amarela ou creme e cedem ligeiramente à pressão dos dedos.

Podem ser consumidos:

  • frescos;
  • em saladas;
  • sobremesas;
  • sumos;
  • compotas.

Valor nutricional

Os frutos são ricos em:

  • água;
  • fibras;
  • vitamina C;
  • potássio;
  • antioxidantes.

São pouco calóricos e bastante refrescantes.

Valor ecológico

As flores fornecem alimento a diversos insetos polinizadores.

É também uma planta interessante para jardins biodiversos.

Produção de sementes

Os frutos maduros contêm numerosas sementes.

Depois de lavadas e secas, mantêm boa viabilidade durante 4 a 6 anos, quando armazenadas em local fresco e seco.

Pragas e doenças

Pode ser afetado por:

  • pulgões;
  • mosca-branca;
  • ácaros;
  • lagartas;
  • míldio;
  • oídio.

Uma boa circulação de ar reduz significativamente os problemas fúngicos.

Curiosidades

O Solanum caripense é considerado um dos parentes silvestres mais próximos do pepino-melão (Solanum muricatum), sendo utilizado em investigação genética e programas de melhoramento para aumentar a resistência a doenças e melhorar a qualidade dos frutos.

Apesar de ainda ser pouco conhecido fora da América do Sul, desperta cada vez mais interesse entre colecionadores de frutas raras e produtores especializados.

Conclusão

O Tzimbalo (Solanum caripense) é uma fruta andina pouco comum que combina facilidade de cultivo, elevado valor ornamental e frutos de sabor exótico. Em Portugal adapta-se bem às regiões de clima ameno, sobretudo quando cultivado em solo fértil, bem drenado e com regas regulares. É uma excelente escolha para quem procura diversificar a horta ou o pomar com espécies raras e produtivas.

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